beleza.

stones

O que me faz vibrar acima de tudo é a beleza, a sensorialidade, a extensão de todos os sentidos. É isso que busco todos os dias, para a minha própria vivência e para partilhá-la com os outros.
Uma beleza que vai desde a roupa que escolho todos os dias ao toque nas costas nuas de alguém.
Que vai de um passeio de bicicleta à forma como a luz dança por entre as folhas de uma árvore e se reflete na parede do meu quarto.
A beleza do cheiro natural de alguém e a beleza de um poema.
A beleza de uma história de amor que chega ao fim e a beleza de outra que ainda agora começou.
A beleza da composição de uma refeição e a beleza da composição de uma música.
A beleza de dançar bem junto a alguém.
A beleza de uma mazurca e a beleza de uma bossanova.
A beleza de uma mão e a beleza de uma perna cruzando a outra.
A beleza de acariciar um cão.
A beleza de uma pedra.
A beleza de um texto que vem do coração e a beleza de ouvir falar italiano ou francês.
A beleza de sentir a energia a ascender pelo meu corpo quando faço amor.
A beleza de um figo e a beleza de uma couve.
A beleza de ver um bolo crescer.
A beleza de me deitar na relva ainda húmida do orvalho da manhã e a beleza de um nascer do sol.
A beleza do aroma da madressilva.
A beleza de passar a mão pela água e a beleza de matar a sede com um copo de água.
A beleza da La Grande Baigneuse de Ingres e a beleza dos desenhos de uma criança de 7 anos.
A beleza que existe no quentinho na barriga que dá depois de passar uma tarde inteira com pessoas que me enchem o coração.
A beleza de milhares de pessoas a cantar em uníssono num concerto.
A beleza de estar na cama a ouvir música sozinha.
A beleza de poder dizer mãe, pai, maninho, avó, avó, meu amor.
A beleza imensa que reside num simples sorriso sincero.
A beleza imensa que reside numa lágrima de emoção.
A beleza em ver uma planta florir.
A beleza do feio.
A beleza em andar descalça.
A beleza de ajudar alguém.
A beleza da coragem.
A beleza de tudo.