o quê

oque

Quantas vezes colocamos as questões erradas a nós mesmos?

O que quero comer, em vez de se preciso mesmo comer.
Quanto quero ganhar, em vez de para quê quero ganhar.
O que é que está a acontecer, em vez de o que é que não está a acontecer.
Onde quero ir, em vez de com quem quero ir.
O que quero fazer, em vez de o que quero sentir.
O que devo fazer, em vez de o que quero fazer.

O quê em vez de porquê, porquê em vez de como, quem em vez de o quê, como em vez de quando. Muitas vezes colocamos questões em vez de afirmações. E o contrário também.

Fazemos perguntas em loop e procuramos respostas cá fora, nos outros, em frases que lemos, ideias que ouvimos, filmes que vemos, livros que lemos, e compreendemos, entendemos, sublinhamos por baixo, mas só encaixa quando é a altura certa de encaixar. Só encaixa quando cá dentro faz sentido. Só encaixa quando as perguntas são as certas e por vezes as perguntas certas nem precisam de resposta porque nos dão logo um caminho. A pergunta em si já é uma resposta.